Sensacional este texto do Flávio Paiva. Flávio, com sua licença...
Flávio Paiva: o Saci e a perna invisível
Há tempos que eu vinha procurando algo que me ajudasse a compreender a ausência de uma das pernas do Saci Pererê. A versão mais próxima da minha aceitação era a de que ele teria sido um menino escravo que preferira perder uma das pernas a ficar por ela preso ao cativeiro. Ainda com base na parte da contribuição da cultura afro-negreira à formação do personagem, cheguei a atribuir essa amputação imaginária a uma derivação do Osaín, entidade iorubá, cuja representação lhe falta um olho, um braço e também uma perna.
Quando me pronunciei favorável à proposta da Sosaci — Sociedade dos Observadores de Saci —, de uso da figura do mais nacional dos mitos populares brasileiros para mascote da Copa do Mundo de Futebol de 2014, a ser realizada no Brasil, os leitores me questionaram quanto a adequação de um personagem que não tem uma perna ser símbolo do futebol. Defendi que o Saci tem as duas pernas, sim, só que uma delas é invisível. Argumentei que todo craque que se preza tem uma perna invisível, que é a perna encantada com a qual desnorteia o adversário na hora do drible.
A justificativa teve uma boa receptividade, mas eu não fiquei satisfeito; queria encontrar mais elementos para compreender melhor o que chamei de perna invisível da cultura. O meu entendimento tinha estendido a metáfora da perna invisível do drible também para o passo do frevo, o lance da capoeira e a outros significantes relacionados a jeitos e trejeitos de lutar, dançar, jogar futebol, enfim, da aplicação de uma magia cultural que me parecia mais profunda.
Outro dia fiz uma reflexão sobre a migração da rabeca, desde o seu uso na antiga pérsia até seu emprego pelas novas bandas da música plural brasileira. Observei seu deslocamento pelo mundo árabe e sua influência no desenvolvimento dos instrumentos de cordas friccionadas com arco, que passaram a ser a base mais freqüente da música sinfônica do mundo ocidental. Mesmo sobrepujada pelo violino, seu derivado mais famoso, ela vem transitando pelo tempo e espaço com sua sonoridade rude e ardente. Cheguei à conclusão de que este é um bom exemplo de rastro da perna invisível da cultura.
Embora um pouco mais confortável eu não me conformava de não saber como se dá essa invisibilidade. Até que descobri a história de um médico inglês que sofreu um acidente numa montanha da Noruega e, após passar por uma complexa cirurgia, constata o desaparecimento psiconeurológico da perna esquerda dentro do gesso. O relato de Oliver Sacks, no livro Com uma Perna Só (Companhia das Letras, 2003), me levou a pensar que, assim como a neurociência encontra razões para esse tipo de alienação, deve existir uma neurocultura capaz de explicar os casos de simbolização do sumiço como o da perna do Saci.
O fenômeno da perna invisível da cultura estaria, assim, relacionado à essência das coisas e não à sua forma ou função. Senti que pelas páginas iniciais do livro do doutor Sacks eu me daria a chance de chegar a alguma analogia satisfatória. O autor estava sozinho na hora do acidente que danificou sua perna. A necessidade de sobrevivência o fez descer à montanha em desajeitados movimentos “astuciosos” que o organismo, o sistema nervoso, sacou do seu repertório reserva. Se estivesse sendo observado de longe, poderia parecer um saci em redemoinho de neve.
Na dinâmica cultural o feixe neural do imaginário também guarda seus recursos impensados para salvar em equações não-lineares a essência em situações de estresse. Quando a economia da massificação dá a entender que o que existe resume-se ao que ela tem para vender, ela está desnervando o músculo das manifestações artísticas e culturais que estão fora dos seus catálogos. Nessas situações, a sociedade, mesmo entorpecida pela inibição do tráfego neural, se ampara nas individualidades e no que elas têm em comum de memória, identidade pessoal e senso de pertencimento.
No período em que esteve com a perna alheada Oliver Sacks conta que ela parecia um objeto ridículo sem nenhuma relação com ele e quando fechava os olhos não tinha qualquer sensação que indicasse onde a perna estava. Não é o que parece acontecer com o Saci. O moleque tem sinestesia, o senso de movimento também conhecido como propriocepção, impulsos inconscientes e reflexivos que resultam do fato de o corpo conhecer a si mesmo.
A diferença do caso de Sacks para o do Saci é que para o primeiro, a perna estava objetivamente lá, enquanto para o segundo ela desapareceu de modo subjetivo. O fato relevante na esfera neuropsicológica foi que Sacks perdera a imagem interna, a representação da sua própria perna. Na neurologia cultural do Saci, a obliteração da representação da perna não está em um distúrbio qualquer de seu ego corporal, mas em um signo arbitrado pelo feixe neurocultural da brasilidade. Assim, não há como colocar racionalmente uma perna no Saci; desenhá-la do jeito que for. Ela precisa ser percebida na riqueza da sua invisibilidade.
A neurologia cultural, nessa minha formulação, seria a trama dos códigos, das linguagens e das expressões artísticas, na dinâmica social que se reinventa a todo instante, a despeito de ser ou não reconhecida, classificada e manipulada pelos sistemas dominantes. Independentemente das nossas deficiências perceptivas, ela movimenta a perna invisível da cultura em suas andanças clandestinas pelo território das representações culturais, produzindo assimetrias nos processos metatextuais que regem o cotidiano.
O que diferencia a neurocultura da neuropsicologia e até mesmo da “neurologia do self”, do indivíduo, do “eu” vivo, que tem experiências, como defende Oliver Sacks, é que em nenhum momento a perna invisível significa uma morte funcional. A perna do Saci desapareceu, mas não levou com ela o seu lugar. O sumiço na cultura pode ser uma imagem que deixa rastros das coisas não reveladas. E isso lhe dá sentido e existência, não para nos levar ao passado, mas para nos conduzir ao futuro em seu redemoinho simbólico. Por isso o Saci é um mito contemporâneo e transformador.
Esses pensamentos de dissolução e recriação, diante de uma suposta irrealidade material, me levam a deduzir que a perna invisível da cultura, tão bem expressada na figura do Saci, torna-se ininteligível porque toda a nossa competência interpretativa está voltada para a forma. No caso vivido por Sacks, quem diz se há ou não uma perna é a certeza do corpo, é o cérebro; enquanto no caso do Saci é a metáfora, é a conexão neural da cultura. A impressão que tenho é a de que se algum dia a ortopedia e a neurologia da imaginação conseguirem um raio-x e um eletromiograma do Saci, provarão que o seu esqueleto tem duas pernas e que em ambas existe condução nervosa.
A racionalidade urbana aprisionou o Saci na jaula do folclore reduzindo sua perna invisível a um membro fantasma de amputação referendada pelo coto do nervo da tradição. E não me parece bem assim, pois enquanto na neurociência a imagem corporal se adapta com plasticidade aos avisos da experiência, fazendo com que o tempo seja determinante na perda de lugar do membro desaparecido no córtex sensitivo, na minha hipótese de neurocultura a preservação da perna invisível do Saci no mapa cortical da brasileirice tem sido uma prova de vitalidade das fantasias mais puras dos nossos quereres.
Fonte: Diário do Nordeste
Esse blog é escrito a 4 mãos. Por 4 pessoas comuns, aparentemente normais, que trabalham, que tem filhos , que lutam por um mundo melhor, que abriram no orkut um ponto de encontro para balzaquianos debaterem a dor e a delícia de serem quem são!
domingo, 28 de novembro de 2010
sábado, 21 de agosto de 2010
Sonhos,limites e prisões da mente
O filme "A origem" agita as telas de cinema do mundo e nos convida a refletir sobre as dimensões que a consciência humana pode alcançar.
Assim como mostra o enredo da história, autores do campo da psicologia declaram há décadas que o tempo dos sonhos é diverso do real. Os sonhos se passam no compasso do inconsciente, que trabalha de modo cíclico e sincrônico, ultrapassando as barreiras de presente, passado e futuro.
Nos sonhos, as memórias reais são associadas com nossas sensações e projeções sobre a realidade, servindo unicamente ao processo de integração das experiências que nos mantêm vivos. Ser quem somos depende de entender e sentir o mundo do modo como fazemos. Portanto, sonhar é reconstruir o real de forma a manter nossa identidade preservada, poupando-nos da loucura de que cada fato encobre inúmeras realidades ambivalentes.
Sonhar é escolher a sua realidade possível, aquela que mais serve ao aprendizado do momento. Por isso mesmo, A Origem torna os arquitetos figuras centrais do mundo inconsciente. É preciso que nossos arquitetos mestres internos desenhem realidades plausíveis nos sonhos, pois, caso contrário, não aprendemos a lição deles, já que as nossas defesas racionais não nos permitem flutuar para além de um mundo seguro.
Cobb, o personagem central da trama interpretado por Leonardo Di Caprio, banca seus riscos e vai ao limbo da mente, um estágio no qual o vínculo com a realidade é quase nulo. O limbo é onde nos esquecemos de quem somos e não podemos mais voltar para casa enquanto o encontro com nossa alma não ocorrer novamente. Nesse lugar perigoso da mente humana, os mestres-ladrões de sonhos perdem seus amuletos e não se lembram mais que estão sonhando. O limbo é o limiar entre a realidade e a loucura, um mundo quase sem volta.
Não é por acaso que o estágio-limite entre as dimensões de consciência no filme é cercado por água. As águas são o símbolo máximo da fluidez inesgotável do inconsciente, onde as emoções não oferecem lugar para a razão. A kombi vai ao encontro da água do rio no primeiro estágio de sonho. Eis o sinal derradeiro, não há tempo depois disso para o retorno. Mergulhar nas águas significa enxergar além dos muros da consciência e entregar-se ao abismo da loucura.
A fim de voltar para casa, assumir seu lugar de pai, retornar de seu mundo doente, distorcido e empobrecido pela necessidade de aprisionar memórias que um dia foram boas, mas que não servem mais ao momento presente, Cobb aceita inverter seu papel: no lugar de ladrão de ideias e memórias, ele se tornaria um insertor dessas ferramentas, aquele que planta uma simples ideia que pode mudar tudo, como ele mesmo repete por vezes durante o correr das cenas.
É fácil perceber a vulnerabilidade de nossa mente. Quantas pessoas vemos declinadas aos vícios de todos os tipos, sem ver saída de tal realidade destrutiva? Ou como não reconhecer a força de uma publicidade bem feita que nos faz ter desejos que antes não tínhamos? Sim, nossa mente é corruptível, manipulável, dominável. E uma simples ideia pode realmente inverter nossa percepção e alterar completamente a realidade.
Outro elemento bastante significativo no filme é que os sonhadores que se lançam juntos em um sonho são co-responsáveis uns pelos outros. É como a lei do carma, na qual as ações e reações de cada indivíduo afetam seus semelhantes que vêm viver juntos um enredo. O mundo inconsciente tem leis próprias e, ao que tudo indica, uma delas parece ser uma lei física: "a toda ação corresponde uma reação igual e contrária", em termos de frequência e intensidade.
Como vemos, mergulhar no inconsciente não é para qualquer um. Pelo menos, não para os acomodados ou covardes de alma. A metáfora do filme carrega um ensinamento: é preciso coragem e treino para lidar com a linguagem sutil do inconsciente, manifesta nos sonhos. Por isso, para compreender um sonho não é preciso consultar livretos de símbolos (embora muitas vezes eles ajudem nas percepções). Muito mais importante que esses manuais são as reflexões sobre os sentimentos, as paisagens, os personagens e outros tantos elementos dos sonhos que trazem um significado pessoal e íntimo a cada sonhador.
Buscar a origem é ir ao encontro de si mesmo em meio às marés instáveis da alma. É ter a coragem de ir além para voltar para casa reconhecendo sua própria força e luz. Quando sonhamos vamos além e quando acordamos temos a chance diária de voltar para nossa origem e aprender um pouco mais sobre quem somos.
sábado, 3 de julho de 2010
terça-feira, 11 de maio de 2010
Eu Imagino, Tu Imaginas....(será?)
Hoje me deu vontade de escrever sobre IMAGINAÇÃO.
Vc imagina muito?
Eu,sim.
Eu vivo imaginando coisas.
Desde criança...rs
Imagino lugares, pessoas, situações, metas concretizadas...
Só imagino coisa boa! Claro!
Nas minhas imaginações, eu sempre encontro o príncipe encantado, por exemplo.
Ah, nao! Não venha me falar que isso é coisa de adolescente e me lembrar que sou uma balzaca!
Ninguém rouba meus sonhos, minha imaginação. E tenho dito!
voltando ao príncipe...rs
Se o seu não existe...é uma pena.
O meu existe.
Não tem cavalo branco e nem de nenhuma cor.
Ele vem andando mesmo.
É cavalheiro,protetor e romântico.
Estar comigo, o deixa feliz.
Ah, ele gosta de ler e de escrever.
E adora conversar.
Ele apóia meu trabalho e me admira.
Mimos? a la vonté
Eu? Uma pedra bruta sendo lapidada a cada dia, a espera dele.
Ah! Eu tbm imagino onde estarei daqui há 10 anos. rsrs
Mas isso é papo pra outro post.
E como imaginação faz a gente 'viajar nas idéias' como fiz agora, termino com Clarice.:)
"Estou à procura de um livro para ler. É um livro todo especial. Eu o imagino como a um rosto sem traços. Não lhe sei o nome nem o autor. Quem sabe, às vezes penso que estou à procura de um livro que eu mesma escreveria. Não sei. Mas faço tantas fantasias a respeito desse livro desconhecido e já tão profundamente amado. Uma das fantasias é assim. Eu o estaria lendo e de súbito, uma frase lida, com lágrimas nos olhos diria em êxtase de dor e de enfim libertação: Mas é que eu não sabia que se pode tudo, meu Deus!" [ Clarice Lispector ]
Imagine! Eu recomendo! rs
Quê
Vc imagina muito?
Eu,sim.
Eu vivo imaginando coisas.
Desde criança...rs
Imagino lugares, pessoas, situações, metas concretizadas...
Só imagino coisa boa! Claro!
Nas minhas imaginações, eu sempre encontro o príncipe encantado, por exemplo.
Ah, nao! Não venha me falar que isso é coisa de adolescente e me lembrar que sou uma balzaca!
Ninguém rouba meus sonhos, minha imaginação. E tenho dito!
voltando ao príncipe...rs
Se o seu não existe...é uma pena.
O meu existe.
Não tem cavalo branco e nem de nenhuma cor.
Ele vem andando mesmo.
É cavalheiro,protetor e romântico.
Estar comigo, o deixa feliz.
Ah, ele gosta de ler e de escrever.
E adora conversar.
Ele apóia meu trabalho e me admira.
Mimos? a la vonté
Eu? Uma pedra bruta sendo lapidada a cada dia, a espera dele.
Ah! Eu tbm imagino onde estarei daqui há 10 anos. rsrs
Mas isso é papo pra outro post.
E como imaginação faz a gente 'viajar nas idéias' como fiz agora, termino com Clarice.:)
"Estou à procura de um livro para ler. É um livro todo especial. Eu o imagino como a um rosto sem traços. Não lhe sei o nome nem o autor. Quem sabe, às vezes penso que estou à procura de um livro que eu mesma escreveria. Não sei. Mas faço tantas fantasias a respeito desse livro desconhecido e já tão profundamente amado. Uma das fantasias é assim. Eu o estaria lendo e de súbito, uma frase lida, com lágrimas nos olhos diria em êxtase de dor e de enfim libertação: Mas é que eu não sabia que se pode tudo, meu Deus!" [ Clarice Lispector ]
Imagine! Eu recomendo! rs
Quê
domingo, 18 de abril de 2010
Último Segundo
Sempre gosto de ler esse site do IG...nessa madrugada insone, resolvi terminar minhas tarefinhas do mês de moderadora. YES, nós temos tarefas divididas, como postar tópicos, postar no blog, formular enquetes, moderar os ânimos que as vezes se exaltam, aprovar os novos participantes, recepcionar, acolher...ufa! rs
Bom..mas voltando ao Ultimo Segundo!
Quando abro o Site , me deparo com a notícia de que o Papa declara que a Igreja está ferida por pecados.
Dani já escreveu aqui sobre.
Mas o foco não era somente a Pedofilia e sim, a insitencia da Igreja em esconder, em colocar o 'fiel' como mentiroso, a partir do momento em que santifica um sacerdote que comete tal barbárie.
Eis um trecho do que Bento 16 fala:
Defesa da família
Ao visitar a Gruta de São Paulo, o papa afirmou que o mundo precisa do testemunho cristão "frente às tantas ameaças contra a sacralidade da vida humana e a dignidade do matrimônio e da família".
"Os nossos contemporâneos devem ser constantemente chamados à grandeza da nossa dignidade como filhos de Deus e à vocação sublime que recebemos de Cristo" e a sociedade deve "retomar a si e defender as verdades morais fundamentais, bases da autêntica liberdade e do genuíno progresso", continuou o pontífice.
Perfeito. Temos que retomar a nós mesmos e defender as verdades morais fundamentais.
E quais seriam essas verdades?
Em nossa estrutura de educação moral, a verdade é a base para definir o que é responsabilidade moral. Propõe-se que há duas verdades morais fundamentais que toda pessoa deve obedecer: a busca e o reconhecimento da verdade, e a aplicação dessa verdade na transformação pessoal e social, bem como em todos os outros aspectos da vida. Quando cada indivíduo se esforça para cumprir com essas reponsabilidades, então a luz da verdade pode guiar a obtenção do duplo propósito da existência humana.
Busquemos a verdade.
Que essa verdade seja reconhecida.
E que com isso, tranforme-se a sociedade.
É o Último Segundo. Não há mais tempo de nos calarmos.
beijos, Quê
Bom..mas voltando ao Ultimo Segundo!
Quando abro o Site , me deparo com a notícia de que o Papa declara que a Igreja está ferida por pecados.
Dani já escreveu aqui sobre.
Mas o foco não era somente a Pedofilia e sim, a insitencia da Igreja em esconder, em colocar o 'fiel' como mentiroso, a partir do momento em que santifica um sacerdote que comete tal barbárie.
Eis um trecho do que Bento 16 fala:
Defesa da família
Ao visitar a Gruta de São Paulo, o papa afirmou que o mundo precisa do testemunho cristão "frente às tantas ameaças contra a sacralidade da vida humana e a dignidade do matrimônio e da família".
"Os nossos contemporâneos devem ser constantemente chamados à grandeza da nossa dignidade como filhos de Deus e à vocação sublime que recebemos de Cristo" e a sociedade deve "retomar a si e defender as verdades morais fundamentais, bases da autêntica liberdade e do genuíno progresso", continuou o pontífice.
Perfeito. Temos que retomar a nós mesmos e defender as verdades morais fundamentais.
E quais seriam essas verdades?
Em nossa estrutura de educação moral, a verdade é a base para definir o que é responsabilidade moral. Propõe-se que há duas verdades morais fundamentais que toda pessoa deve obedecer: a busca e o reconhecimento da verdade, e a aplicação dessa verdade na transformação pessoal e social, bem como em todos os outros aspectos da vida. Quando cada indivíduo se esforça para cumprir com essas reponsabilidades, então a luz da verdade pode guiar a obtenção do duplo propósito da existência humana.
Busquemos a verdade.
Que essa verdade seja reconhecida.
E que com isso, tranforme-se a sociedade.
É o Último Segundo. Não há mais tempo de nos calarmos.
beijos, Quê
sábado, 27 de março de 2010
Abuso de fé
Tenho evitado falar a respeito, mas hoje, ao ler o jornal O Globo, não pude mais me manter calada.
Seria negligência de minha parte não escrever sobre tais absurdos por receio de incitar discussões acaloradas e macular a fé de alguém (se bem que eu acredito que fé é fé, independente do que aconteça). Mas não me vejo apedrejando uma doutrina.
Não estou chutando imagens e nem nada que o valha, aliás, não sou eu que estou maculando e sim os representantes mor, eles que deveriam nos ouvir, eles que deveriam passar e seguir a doutrina, eles sim, eles maculam!
Hoje ao ler os relatos de um dos meninos surdos, molestado durante a confissão, não me contive. Passei de um estado de nojo a um estado de revolta que me fizeram vir aqui.
Imaginem a cena: o menino surdo aprendeu a linguagem de sinais com seu algoz. Nem aos pais ele podia relatar aqueles momentos, pois eles não conheciam a linguagem! Imaginem a angústia, o sentimento de solidão, de subordinação a que esse menino era submetido!
Esse é apenas um dos casos. Casos esses relatados ao Vaticano. E o que o Vaticano fez? Nada! Me pergunto: a Igreja é para quem? Para os fiéis ou para os sacerdotes? Eles estão acima de tudo? Inclusive das Doutrinas? Por que um pai, que acusa um padre de abusar de sua filha, é excomungado, mas um sacerdote, que admite ter abusado de pelo menos 200 meninos, é enterrado com sua batina?
Se eles são contra o celibato, que conversem e que alterem isso, mas não abusem de crianças e de fiéis. Isso é covarde. Isso é vil!
postado por Daniela Sim
quarta-feira, 10 de março de 2010
Receitinhas de Autoestima
Pegando carona no tópico da Que sobre Autoestima na comu (30.com), resolvi postar aqui um artigo da Anna Maria Nascimento Silva, que nos traz umas dicas interessantes para começarmos a mudar nosso astral e nossa imagem de nós mesmo.
Sei que às vezes parece difícil e até mesmo impossível mudarmos nosso jeito de ser. Mas não é verdade – quem pensa assim normalmente tem medo de mudança, pois requer esforço, empenho. E se acomoda. Mas não tenha medo. Se quer mudar, arregace as mangas e comece agora mesmo a fazer diferente. E não tenha pressa – cada um tem seu tempo.
E não confundam autoestima com arrogância. Quem realmente sabe do seu valor como profissional e principalmente como ser humano, se aceita mesmo com seus defeitos e fraquezas, não sente necessidade de ostentar suas “qualidades”. Os fracos sim, precisam gritar ao mundo o quanto são importantes, porque no fundo não acreditam em si e têm sua autoestima muito baixa, e se tornam dependentes da aprovação alheia. Chamo de fracos porque preferem agir com arrogância, com prepotência, muitas vezes humilhando, ao invés de se encarar no espelho e mudar. Se acomodam e se escondem em atitudes desagradáveis, que muitas vezes afastam. Então, CUIDADO para não se deixar enganar!
Bem, antes de irmos ao artigo da Anna, destaco aqui algumas dicas da Eliana Barbosa, cujo artigo na íntegra encontra-se na comunidade.
Para desprogramar a baixa auto-estima:
Acorde, olhe-se no espelho, admire-se como pessoa, e diga a si mesmo o quanto o ama, e o quanto sabe que você merece que este novo dia seja melhor do que ontem.
Busque se entusiasmar com a sua pessoa, com os seus projetos, com as suas habilidades. Aprenda a cuidar de sua pessoa com o mesmo amor e carinho que você sabe dar para os seus entes queridos.
Receitinhas de autoestima – por Anna Maria Nascimento Silva
Para se ter sucesso na vida pessoal ou profissional, é preciso, antes de tudo, estar de bem com a vida!
Este é um fator decisivo para nossas conquistas ou fracassos. Porém, muitas vezes, não encontramos maneiras de melhorar nossa auto-estima que de vez em quando está em baixa. Até então, isso é normal.
Afinal, ninguém é de ferro, pois a vida é um grande aprendizado com altos e baixos! Mas, como prestígio e fama são áreas imprescindíveis na vida de uma pessoa, e estas por sua vez estarem ligadas ao nível de nossa auto-estima, é necessário recorrer a alguns conhecimentos milenares, como é o caso do Feng Shui, para alterar nosso estado de espírito e auto-estima, e, automaticamente, ativar essas áreas tão importantes para a nossa realização pessoal.
Dicas de Feng Shui para a vida
1) Pare de ser boneco dos outros!
Que história é esta de deixar que as outras pessoas decidam sobre a sua vida? Seja quem for, parente ou amigo, ninguém tem esse direito. Porém, para tirar a dúvida, faça de contas que o problema não tem nada a ver com você e procure avaliar a situação de fora, e verifique os prós e os contras. Neste momento, ninguém vai saber mesmo... e quem sabe, você pode estar fazendo um excelente negócio.
2) Às vezes, é preciso dizer não.
Isso não significa ser ignorante ou grosseiro. Um "não" bem explicado e com carinho, sem a intenção de magoar, é perfeitamente entendido pelos seres normais. Mas, caso isso não aconteça, tudo bem, pelo menos você tentou. De qualquer forma, lute pelo que você acredita, mesmo que erre! Afinal, quem não erra, não aprende, não tem experiência na vida e não tem conteúdo para passar para os outros que você quer bem.
3) Às vezes, não tem problema ser um pouco animal!
Calma, não é o que você está pensando. Trata-se de escolher algum animal que você goste, admire e gostaria de se identificar para melhorar a sua autoestima. Cada um de nós se identifica com algum "animal de poder ou comportamento especial". Ao escolhê-lo, este "animal" irá liberar a energia de auto estima que existe em você e encontra-se escondida. Procure representá-lo através de uma estátua ou quadro, deixando-o em um local que você freqüenta muito, como a sua casa ou mesa de trabalho.
Exemplos de animais de poder:
Águia: pássaro que voa muito alto, que vê tudo e domina todos. Um animal de grande poder e esperteza. Passa-nos coragem, velocidade e sabedoria.
Cavalo: um animal que sempre nos passa: agilidade, beleza, flexibilidade, força e comando, sendo muito difícil de dominar.
Serpente: um dos animais mais conhecidos e misteriosos pois, transmite sensualidade, jogo de cintura e transformação.
4) Leia muito e assista a coisas interessantes
Tudo o que você puder ler para melhorar sua estima e sucesso, leia. Você tem à sua disposição uma farta bibliografia sobre o assunto. Obviamente, evite ler coisas negativas, pois isso é o que mais existe, e vem dando um ibope danado, tanto nos jornais como na TV. Afinal, tem público pra tudo, mas não seja um deles. Seja superior, voltado apenas para coisas boas, pois também tem de monte. É que a tendência parece ser "gostar de desgraça". Cuidado, não caia nesta cilada. Pode ser fatal!
5) Escolha suas amizades
5) Escolha suas amizades
Isso não significa desprezar os outros, mas saber filtrar amizades é imprescindível para você ficar de alto ou baixo astral. Evite a todo custo pessoas que só sabem reclamar da vida e ver defeito nos outros. Saiba escolher as pessoas em que você quer confiar seus sonhos ou desejos mais profundos. Cuidado para não falar sobre suas metas de vida a pessoa errada. Caso contrário, você pode estar simplesmente, jogando uma grande chance de fazer algo inovador. Isso acontece, pois o que mais existem são pessoas que não acreditam em si, e automaticamente vão acabar achando que você não será capaz de conseguir o que quer. Não é por mal, mas isso é o mais comum e está cheio em todas as famílias. Fique atento! Na sua também deve haver um monte delas. Procure pessoas com o perfil de "positivas", "alto astral", "vencedoras" e "normais". Quem anda com pessoas de "baixo astral", nunca terá uma alto estima elevada.
6) Olhe para você.
Se olhe no espelho! Certamente você gostaria de mudar alguma coisa que esteja ao seu alcance e imediatamente, certo? Lógico que, de repente não dá para fazer aquela cirurgia de nariz, barriga ou sei lá o quê. Afinal, a gente nunca tá contente mesmo, mas que tal, se você experimentar mudar o corte de cabelo, melhorar seu gosto por roupa ou cores mais alegres e modernas, iniciar uma atividade física ou esporte que lhe deixe mais relaxado(a)? Faça uma lista básica e simples, você vai ver que pode se tornar melhor por fora e automaticamente vai se sentir melhor por dentro!
7) Jogue fora as coisas ruins
Há momentos na vida que precisamos fazer uma arrumação "daquelas". Jogar fora quinquilharias, coisas quebradas e sem uso, tanto as materiais como as psicológicas. Pode parecer mentira, mas quando selecionamos o que útil do que não é, e nos desfazemos delas, a nossa vida ganha outro ritmo. Não só o local fica limpo, mas a nossa energia se renova de maneira surpreendente. Comece pelo guarda-roupa, certamente você vai encontrar lá um monte de coisas sem uso e que podem ser doadas. Depois, verifique outros armários, caixas, caixinhas e caixotes. Jogue fora pensamentos, dogmas e verdades que te fazem mal. Você e sua vida vai se tornar muuuito melhor. Experimente!
8) Muito vermelho
Para elevar a energia dos ambientes que você mora ou trabalha, coloque bastante vermelho nestes locais. Podem ser flores, objetos decorativos, quadros, tapetes, etc. O vermelho é uma cor muito estimulante e é muito ligada a energia de poder. Caso uma outra cor estimule ou lembre poder, pode usar.
9) Parede da fama
Localize na sua sala a "parede da fama". Ela fica no meio da parede oposta à porta de entrada principal de sua sala. No meio desta parede, você irá colocar um belo quadro de tonalidades vermelha, douradas e/ou amarelas. Estas cores são associadas a cores de fama, prestigio e sucesso.
10) Procure harmonizar as coisas!
Independentemente de dicas de Feng Shui, você pode apelar para o bom senso e exercitar o seu bom-gosto. Certamente você vai ver que tem talento. Procure deixar as coisas no seu devido lugar e evitar espalhar coisas por aí que cooperam bastante para deixar a sua mente e a sua vida ainda mais confusas, sem contar o número de pessoas que podem se irritar com você.
11) E, por fim, ter gratidão pelo que você tem.
Este é o segredo da boa sorte! Existe um grande ditado oriental que é tudo de bom e verdadeiro: Quem não agradece o que tem, não merece o que não tem e ainda perde o que tem. Parece bobagem, mas o coração agradecido atrai coisas boas e boas oportunidades na vida. Faça uma listagem de tudo o que você possui (coisas e pessoas). E não só materialmente, mas também em termos abstratos, como sentimento, por exemplo: o carinho das pessoas, a consideração, a amizade... veja as suas qualidades, suas capacidades, coloque tudo no papel sem medo e sem pensar nos defeitos ou perdas. Você vai ver que é milionário, certo? Ah! Não é? então, reflita... por quanto você venderia um olho seu, uma perna, ou sua vida? Não tem preço, não é? Então, veja como você é milionário. Depois disso, agradeça realmente a Deus ou à Natureza. Com certeza você vai ver que não há motivo para continuar com a sua auto-estima baixa, pois você é superior demais...
Seja Feliz! Se você quiser, você consegue!
By Adri
Assinar:
Postagens (Atom)



