segunda-feira, 27 de abril de 2009

Nossa Parceira para Camisetas da Comu!

Meu nome não é ''Tuchinha''

Ontem assisti ao filme "MEU NOME NÃO É JOHNNY", pela primeira vez... Mais reflexões...rs...daí encontro um artigo escrito para o Jornal O Globo, por Siro Darlan que vem mto de encontro com as impressões que tive... (Quê)


“O filme de Mariza Leão “Meu nome não é Johnny”, que conta a história de um dos maiores vendedores de drogas do Rio de Janeiro, merece uma séria reflexão sobre algumas graves denúncias feitas. Algumas já conhecidas por toda sociedade e pelas autoridades, mas pouco combatidas, como a corrupção policial, o tratamento diferenciado a autores de crimes de acordo com sua origem social, raça ou poder econômico, que a Zona Sul “brilha” como já havia denunciado o experiente delegado de polícia Hélio Luz. E outras que estão a merecer investigação e manifestação pública das autoridades mencionadas, como a acusação de ponto de venda de drogas nas dependências do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.Por um lado a história é fascinante e desmistifica a lenda segunda a qual não há volta para aqueles que atravessam a fronteira do convencional e usam ou vendem drogas. O personagem João Estrella se propõe a debater com universitários e especialistas sua experiência pessoal. Isso é muito bom e enriquecerá o mundo tão discriminado dos usuários de drogas. Afirma em entrevista que considera o tráfico apenas o comércio de uma substância convencionalmente tida como ilícita, mas que causa tanto mal quanto tantas outras permitidas. Defende a legalização desse comércio, mas acha que no Brasil isso ainda irá demorar muito a acontecer. São manifestações que devem ser colhidas com o respeito que merecem aqueles que passaram por essa tenebrosa experiência e precisam ser debatidas pela sociedade sem o tradicional preconceito que temas como esses costumam ostentar.Merece destaque o importante papel da juíza na apreciação da causa. Em situações corriqueiras João Guilherme estariaainda amargando uma prisão, sabe-se lá com que objetivos, pelo menos até 2010. Teve a sorte de ser julgado por uma magistrada sensível, que viu naquele réu não apenas o agente de um crime de tráfico e formação de quadrilha, mas também uma vítima do sistema hipócrita que leva tantas pessoas a trilhar os mesmos caminhos de João Estrella.A juíza não só apostou na recuperação de João como foi visitá-lo na prisão. Raridade que deveria inspirar todos os magistrados que condenam pessoas a cumprirem pena por haverem descumprido normas legais em estabelecimentos que fazem letra morta da Lei de Execuções Penais em vigor desde 1984. A visita aos estabelecimentos de cumprimento de pena deveria ser obrigatória a todos os magistrados.Outra denúncia grave, mas que é de todos conhecida, é a péssima condição desumana do sistema penitenciário, onde se pretende a impossível recuperação de um ser humano tratado como bestas. Parabéns para a produção, que retratou o ambiente exatamente como a realidade das prisões e dos manicômios, chamada pela lei de Casa de Custódia e Tratamento (?).João Estrella não é um traficante, e sim um comerciante de drogas. Traficantes só são assim chamados os de origem humilde que moram nas favelas e comunidades. Contou com um bom advogado que garantiu uma rápida passagem pelocoletivo do Manicômio, logo ascendendo para um trabalho burocrático que ajudou o tempo a passar mais rápido e permitiu alguns privilégios comprados graças a seu poder econômico, como a visita íntima, comida e cigarros.A mesma sociedade que indignou-se com o terror do Holocausto a ponto de recorrer ao Judiciário para impedir que essa cena histórica e abominável arrepiasse os foliões da Marquês da Sapucaí é conivente com as barbaridades cometidas contra seres humanos nas celas das delegacias, penitenciárias e manicômios. E aqui Thêmis não é apenas cega, é surda e muda. João Estrella, segundo sinopse do filme, era de uma família de classe média do Rio de Janeiro, cresceu no Jardim Botânico e freqüentou os melhores colégios, tendo amigos entre as famílias mais influentes da cidade e tornou-se vendedor de drogas mesmo sem jamais pisar numa favela. Em dois anos quitou sua dívida com a Justiça e hoje é um produtor musical que inspira livros e filmes. Conquistou sua liberdade e o direito de ser respeitado na sociedade em que vive.Após assistir o filme pela segunda vez, não resisti à tentação de uma comparação com outro comerciante de drogas, ou será traficante? Francisco Paulo Testas Monteiro, o “Tuchinha”, na mesma época em que João vendia drogas no Brasil e no exterior, exercia a mesma atividade no Morro da Mangueira. Foi condenado a 43 anos de prisão e após cumprir mais de um terço da pena com bom comportamento carcerário foi colocado pelo juiz da Vara de Execuções Penais em liberdade condicional, como manda a lei.A saída da penitenciária foi amplamente acompanhada por alguns veículos de comunicação. Afinal, precisava ser lembrada sua condição permanente de traficante, mesmo tendo cumprido grande parte da pena. A decisão do juiz da VEP foi criticada de forma desrespeitosa pelo então chefe de Polícia e por setores da comunicação e da sociedade.“Tuchinha” voltou para sua comunidade na Mangueira e tentou mudar de vida. Dedicou-se à música e à poesia, tendo vencido dois concorridos festivais de samba na própria Mangueira e na Lins Imperial. Assumiu seu nome artístico de Francisco do Pagode como uma forma de afastar-se de sua antiga personalidade ligada ao crime, assim como João abominou seu nome de comerciante de drogas e deu título ao filme “Meu nome não é Johnny”. Mas ninguém o deixou em paz um só minuto. Foi vigiado, escutado, criticado e sua resistência sendo minada porque a ele e a tantos outros não é dado o direito de mudar de vida. Uma vez traficante marca-se sua vida, seu corpo, como uma tatuagem da qual eles não se podem ver livres, ainda que queiram.O filme é forte e rico para uma reflexão porque João Estrella pode não ser mais o “Johnny” que comercializava drogas e Francisco do Pagode tem que ser eternamente o traficante “Tuchinha"?

terça-feira, 21 de abril de 2009

Amigo é o Kct! Eu quero é te beijar ! Já pro Paredão! :o


Bom, na comu acontecem umas entrevistas semanais denominadas PAREDÃO...




O tal do Paredão é ansiosamente esperado por alguns, 'rejeitado' por outros e temido por todos....rs


Essa semana, termina o Paredão do Fabrício (Camp)


Mas não quero falar DO paredão, e sim, de algo que me chamou atenção NO paredão desse moço:




A pergunta foi feita pelo Beto:

Como ser amigo de uma mulher? (essa ainda não descobri meeesmo)


No que ele responde: 'não deixando ela saber que no fundo vc quer algo mais e esperar a oportunidade pra dar o bote, na manha do gato'


Fiquei pensando: estaria sendo o Camp o único homem a admitir isso OU a amizade entre homem e mulher é realmente possível ?


Fico sempre na expectativa de que seja, mas não posso negar que já tive amigOs confundindo o negócio todo....rs...mas que no final, entenderam e são meus amigOs até hj...(será q entenderam mesmo ?)

Mas isso me fez pensar ainda mais : então quando um homem se aproxima, ele na verdade não quer somente amizade. Ele fica na 'espreita', do tipo 'se der mole, eu pego'....(????)


Nosso moderador participa de uma comunidade chamada 'Amigo é o kct, eu quero é te beijar'.

Lembro que no paredão dele, qdo perguntei se acreditava na amizade entre homem e mulher, ele respondeu que acreditava,sim. (Apesar de estar 'inserido' nessa comunidade.) (!!!!???)


Assim, nossa cabeça embola, meninos....:o


melhor parar de pensar....rs....segue um poema p/ deleite dos confusos e dos não confusos....rs
Boa semana! Quê





O Homem e a Mulher
Victor Hugo

O homem é a mais elevada das criaturas.
A mulher é o mais sublime dos ideais.

Deus fez para o homem um trono.
Para a mulher, um altar.
O trono exalta.
O altar santifica.

O homem é o cérebro; a mulher é o coração.
O cérebro fabrica a luz; o coração produz Amor.
A luz fecunda.
O Amor ressuscita.

O homem é forte pela razão.
A mulher é invencível pelas lágrimas.
A razão convence.
As lágrimas comovem.

O homem é capaz de todos os heroísmos.
A mulher, de todos os martírios.
O heroísmo enobrece.
O martírio sublima.

O homem tem a supremacia.
A mulher, a preferência.
A supremacia significa a força.
A preferência representa o direito.

O homem é um gênio; a mulher, um anjo.
O gênio é imensurável; o anjo, indefinível.
Contempla-se o infinito.
Admira-se o inefável.

A aspiração do homem é a suprema glória.
A aspiração da mulher é a virtude extrema.
A glória faz tudo grande.
A virtude faz tudo divino.

O homem é um código.
A mulher, um evangelho.
O código corrige.
O evangelho aperfeiçoa.

O homem pensa.
A mulher sonha.
Pensar é ter no crânio uma larva.
Sonhar é ter na fronte uma auréola.

O homem é um oceano.
A mulher um lago.
O oceano tem a pérola que adorna.
O lago, a poesia que deslumbra.

O homem é a águia que voa.
A mulher é o rouxinol que canta.
Voar é dominar o espaço.
Cantar é conquistar a alma.

O homem é um templo.
A mulher é o sacrário.
Ante o templo nos descobrimos.
Ante o sacrário nos ajoelhamos.

Enfim, o homem está colocado onde termina a terra.
E a mulher onde começa o céu.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

A dor e a delícia de ser Balzaquiana









Há algum tempo atrás, nas aulas de Literatura Francesa, fui apresentada ao grande escritor francês do século XIX Honoré de Balzac, autor do livro " A mulher de 30 anos", sua obra mais famosa, porém a mais fraca em termos de desenvolvimento narrativo, com personagens frágeis, e personalidades contraditórias, bastante distante da sua essência de escritor. Foi por conta dessa obra que surgiu a expressão "mulheres balzaquianas", embora poucos saibam da sua procedência.Foi em "Mulheres de 30 anos", que pela primeira vez a mulher madura teve destaque na literatura. O autor valorizava sua beleza, experiências, pensamentos, desejos, angústias, reivindicava o direito dela ser feliz, e discutia as mazelas de um casamento fracassado, no qual a mulher estava destinada a carregar a cruz das suas obrigações sociais e legais, era prisioneira de seus deveres. Isso fez com que sua obra fosse motivo de escândalo, devido as convenções sociais da época, mas por outro lado, também conseguiu conquistar a comoção do público. Antes de ler "A mulher de 30 anos", assim como muitos, também não conhecia a origem do termo balzaquiano, mas tinha muito receio de quando chegasse a ser uma, devido ao tom pejorativo que impregnava a palavra. Em outros tempos, ser balzaquiana significava ser solteirona, ou então casada, não mais dona de si, rainha e escrava do lar. Contudo, a expressão hoje parece ter adquirido outra conotação, pois uma mulher de 30 anos, pelo menos em algumas sociedades, já são mais independentes, casam-se tarde tarde, por opção, separam-se quando o casamento não vai bem, transam quando têm vontade, não só por amor, saem sozinhas sem se preocupar com a censura da vizinhança, são mães solteiras, e reconhecem que ainda são jovens, e com isso também podem ser atraentes. Como diz o escritor, "uma mulher de trinta anos tem atrativos irresistíveis para um rapaz... A mulher de trinta anos pode se fazer jovem, desempenhar todos os papéis, ser pudica e até embelezar-se com a desgraça".Para muitas mulheres, assim como eu, custa aceitar a idéia de que já são balzaquianas, principalmente para nós brasileiras, conhecidas pela vaidade. Continuamos a vestir calças jeans, usar cabelos compridos, biquinis em lugar de maiôs, bermudas, tudo que possa nos deixar mais jovens, mas sem os exageros da adolescência. Evitamos roupas que nos deixam muito senhoras, calças sociais, blazers, até aventais, mesmo dentro de casa, nos informamos sobre os últimos lançamentos em termos de cosméticos e cirurgias plásticas para quando as marcas do tempo começarem a denunciar a nossa idade. Tudo isso pode parecer futilidade, mas sem dúvida é uma forma de elevar a auto-estima feminina, visto que tudo parece girar em torno dela, seja felicidade pessoal, o sucesso profissional, os relacionamentos amorosos, os projetos de vida, a criatividade, e até a vida sexual.


Como nem tudo é um mar de rosas, a partir dos 35 anos começaremos a sentir o lado menos agradável da mulher balzaquiana: diminuição dos hormônios, mudança de pele, quedas de cabelo, dificuldade em conceber um filho, a perda do frescor da juventude.


Mas que importa, se ainda temos a Melhor Idade nos esperando mais a frente?

terça-feira, 14 de abril de 2009



(Depois do 'mico' de confundir a idade dos filhos, fiz até bolo....hehehe....tbm! quem manda ter trocentos filhos moderator ?? kkkkkkkkkkkk)

Quê

AME - Agência Matrimonial Evangélica



VALE ALGUM COMENTÁRIO ? SERÁ !?

Retirado do Jornal Extra de 14/04/2009

segunda-feira, 13 de abril de 2009

ASSISTA AO FILME “O LEITOR”




Não deixem de assistir ao filme O Leitor, de Stephen Daldry.


Na Alemanha de 1958, o jovem Michael (David Kross), de 15 anos, conhece Hannah (Kate Winslet - foto), que está excelente, e ambos iniciam um intenso relacionamento amoroso, ela vinte anos mais velha.
Hanna inicia o “garoto” (assim o chama, sem nunca lhe dizer o nome) no sexo com particular desvelo, em cenas realmente tocantes, e só exige que, em troca, ele leia livros para ela: Horácio, Homero, Tolstói, Tchékhov, Schiller... Os sons das palavras são ecos de um mundo — e seus dilemas — que lhe é, de muitos modos, estranho, como vocês verão.
Um dia a mulher desaparece sem deixar rastros. Michael vai reencontrá-la oito anos mais tarde: ele como estudante de direito; ela no banco dos réus. Hanna tinha sido membro da SS. Na Siemens, era uma das encarregadas de selecionar mulheres para o campo de concentração e a morte.Ela sabia o que fazia? “Sim”. E por que o fazia? “Porque era o meu dever”. Ou ainda: “Porque novas mulheres chegavam, e não havia lugar para todas”.
Michael assiste aos depoimentos com a alma devastada. Ao mesmo tempo, no curso de direito, um professor indaga se países são governados pela moral ou pelas leis. Sim, mais uma vez temos um filme sobre o nazismo, a culpa coletiva e a banalidade do mal. Mas, asseguro, este é narrado com particular competência.
"O Leitor" é baseado no romance homônimo — e, consta, autobiográfico — de Bernhard Schlink (nas livrarias, como constatei em seguida). Não li. Não posso avaliar. O que vai na tela é de primeira grandeza e nos provoca com uma tempestade de dilemas morais e éticos. A seqüência final traz uma boa equação, vejam lá, sobre a abrangência da culpa e os limites do perdão.
Mais não falo porque os quero entregues às surpesas deste filme belo e terrível.
Boa Semana , Melhores de 30!
Quê