domingo, 19 de julho de 2009

Vai ficar no meu corpo...







Fazer é uma tatuagem é uma vontade que tenho há mais de 10 anos...mas acabei adiando por vários motivos...rs

Mas, agora, na era balzaca, a era do 'tudo ou nada', me decidi e entrei em fase de planejamento.

Penso em borboletas ou estrelas ou um beija flor. Ando salvando umas imagens bem legais que penso em fazer...rs


Ah...e andei lendo algumas coisas tbm...recomendo esse site:http://www.abril.com.br/tatuagem/

Comentem o que acham das imagens...vão me ajudar bastante! rs

beijos! Quê

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Visita das águas

O GLOBO 2009
MIRIAM

LEITÃO

PANORAMA ECONOMICO


• Perdi o voo do colhereiro. Por um segundo.
Cochilei na canoa que descia o Rio Negro. Aquele cochilo nunca ocorreria no meu cotidiano de trabalho, em que justamente àquela hora estaria na corrida para entrar ao vivo no "Bom Dia Brasil".
Esta frase, "perdi o voo do colhereiro", me persegue desde então. Eu a escrevi há quase quatro anos, numa coluna que abandonei.

Ficou nos meus arquivos,solta, no ar. Um fato, que me pareceu maior que todos,atravessou o país naquele junho de 2005 e pensei que não fazia sentido uma coluna assim tão calma.

As manhãs no Pantanal são de beleza estonteante.Nada parece haver mais
eterno que o canto e o voo dos pássaros nas matas que beiram as águas.
A beleza entorpece.
São tantos,de diferentes cores, tamanhos e sons, que os biólogos que nos acompanhavam tentavam combater nossa ignorância de forasteiros dizendo os nomes e contando novidades de cada um.
São 650, os pássaros do Pantanal.
Muitos estão apenas de passagem; a água está de passagem.
Vou me deixando acalmar por aquele espetáculo de começo do mundo.

Lieo, o barqueiro, vai por um lado do rio, depois pelo outro, escorrega em contornos e desvios de algo que não vejo.

— É preciso 1er o rio — avisa o barqueiro, aos que estranham a forma de levar o barco em curvas eventuais como numa estrada imaginária. Lê também os ares; sabe os nomes das aves.

As águas estavam começando a baixar e o rio minguava em alguns pontos, virando apenas uma flor d'água. O que não vejo, e Lieo lê, são os bancos de areia que podem encalhar a canoa. Entre tantos outros, quis ver o voo desse pássaro grande, de cores vivas e mutantes, e cujo adulto tem um bico largo e achatado como uma colher: o colhereiro. Perdi seu voo no cochilo breve, que me informou que eu estava em estado de descanso e paz naquele paraíso.

Esta é a coluna que não escrevi. Nela falaria da minha visita ao Pantanal, na Fazenda Rio Negro, da Conservação Internacional. Das conversas com biólogos apaixonados por seus animais a tal ponto que assumem suas parti-
cularidades. Um jovem especialista em morcego virou notívago, Os especialistas em mamíferos se sentiam mais poderosos.
Os protetores das onças se sentiam na escala superior de sua espécie.

No domingo, houve um evento na fazenda.
Vizinhos, pequenos produtores, os trabalhadores das fazendas próximas passaram o dia na Rio Negro. É o dia do "Onça Social". Jovens médicos e dentistas dão atendimento à população. É parte do movimento que paga pelo gado que a onça tenha eventualmente comido. Assim, os fazendeiros e pequenos proprietários, indenizados, se comprometem a não matar a onça. Conheci muita gente interessante naquele "Onça Social", ninguém
mais que Marina e Lucas. O casal, descendente de suíços, tinha ido morar lá para tomar conta da Fazenda Barranco Alto, da família, e criar, naquele mundo diferente, as pequenas filhas.

Marina me mandou um e-mail que ainda guardo. É do dia 1 de julho de 2005.
"Hoje acordamos para mais um dia em que a Natureza nos deixa sem palavras.
Os ipês-roxos decidiram florir em grande fartura. Na semana passada, pudemos
observar uma onça-pintada durante 30 minutos, a dez metros de distância. Desde então, Letícia (a nossa mais velha), que estava conosco no barco, está ouvindo onças por todos os lados. Ela ficou quietinha durante as duas horas que ficamos na espreita do animal. A onça apareceu três vezes e na terceira deitou, caçou moscas com a boca, deu um show de rainha da selva.
Então, caso aconteça um milagre e a situação se acalme (difícil depois de tanto escândalo), venha tirar uns dias tranquilos aqui no mato com a gente."

Essa coluna que faria foi atropelada por um escândalo tão grave que tornou aquela conversa calma sobre rio, barqueiro, onça, colhereiro, tudo, fora de tom.
Como se alguém fosse me perguntar: falar disso numa hora dessas?

O escândalo surgiu na segunda-feira, dia 6 de junho, na entrevista de Roberto Jefferson sobre o mensalão. Eu estava começando a escrever: "perdi o voo do colhereiro", quando vi o jornal. Depois vieram as CPls, os depoimentos e acareações em madrugadas intermináveis, as revelações de publicitários, banqueiros e políticos de que bancos distribuíam dinheiro vivo aos políticos nos seus caixas ou em quartos de hotel. Parecia o prenúncio de uma radical faxina nos costumes políticos, com novas práticas, reformas, punições, transparências. Abandonei a coluna pantaneira e fui analisar o escândalo. Os anos seguintes mostraram que nada mudou. Vieram outros, e outros escândalos.
O senador Jarbas Vasconcelos agora diz verdade cristalina e os políticos torcem para que tudo se acabe no carnaval.

O Pantanal continua lá.
Está cada vez mais ameaçado por produtores de carvão, pelas siderúrgicas, pelo gado e pela soja. Perde matas diariamente. Está sendo devorado por uma economia atrasada que não respeita seu valor, não acredita em sua fragilidade.
Por que foi mesmo que entendi que um escândalo de Brasília merecia mais atenção do que o voo do colhereiro, que as poucas onças que ainda passeiam por lá, que as ameaças ao Pantanal? Lá é o ponto de encontro de outros biomas. O desmatamento no cerrado e na Amazónia também ameaça suas águas visitantes.
Por que foi que abandonei a coluna que escreveria sobre o Pantanal? Sinto que perdi mais que o voo do colhereiro.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Você é aquilo que ninguém vê...

"...Você é os brinquedos que brincou,
é os nervos a flor da pele, os segredos que guardou,
você é sua praia preferida, aquele amor atordoado que viveu,
a conversa séria que teve um dia com seu pai,
você é o que você lembra...

Você é a saudade que sente da sua mãe,
o sonho desfeito quase no altar,
a infância que você recorda,
a dor de não ter dado certo,
de não ter falado na hora,
você é aquilo que foi amputado no passado,
a emoção de um trecho de livro,
a cena de rua que lhe arrancou lágrimas,
você é o que você chora...


Você é o abraço inesperado,
a força dada para o amigo que precisa,
você é o pêlo do braço que eriça,
a sensibilidade que grita, o carinho que permuta,
você é a palavras dita para ajudar,
os gritos destrancados da garganta,
os pedaços que junta,
você é o orgasmo, a gargalhada, o beijo,
você é o que você desnuda...

Você é a raiva de não ter alcançado,
a impotência de não conseguir mudar,
você é o desprezo pelo o que os outros mentem,
o desapontamento com o governo,
o ódio que tudo isso dá,
você é aquele que rema, que cansado não desiste,
você é a indignação com o lixo jogado do carro,
a ardência da revolta,
você é o que você queima...

Você é aquilo que reinvidica,
o que consegue gerar através da sua verdade e da sua luta,
você é os direitos que tem, os deveres que se obriga,
você é a estrada por onde corre atrás,
serpenteia, atalha, busca,
você é o que você pleiteia...

Você não é só o que come e o que veste.
Você é o que você requer, recruta, rabisca, traga, goza e lê.
Você é o que ninguém vê..."


(Martha Medeiros)

quinta-feira, 2 de julho de 2009

O tal CUBO MÁGICO


Se você, assim como eu (Quê), ainda não se conformou por nunca ter conseguido montar o cubo mágico, aqui vão algumas dicas:


Sobre o Cubo de Rubik
O cubo mágico também é chamado também de cubo de Rubik. Esse brinquedo é um famoso quebra-cabeça tridimensional internacionalmente reconhecido. Ele foi inventado no ano de 1974 pelo húngaro Ernõ Rubik.
O Cubo de Rubik é um cubo geralmente confeccionado em plástico e possui várias versões, sendo a versão 3×3x3 a mais comum, composta por 54 faces e 6 cores diferentes, com arestas de aproximadamente 5,5 cm. Outras versões menos conhecidas são a 2×2x2, 4×4x4 e a 5×5x5.
É considerado um dos brinquedos mais populares do mundo, atingindo um total de 900 milhões de unidades vendidas, bem como suas diferentes imitações. É possível atingir 43.252.003.274.489.856.000 (43 quintilhões) combinações diferentes.
Aqui vc encontra várias dicas: http://www.montarcubomagico.com.br/
E há também vários vídeos no You Tube, como esse aqui :
http://www.youtube.com/watch?v=_ZQ5ds5Lanw

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Morte e Vida

É impressionante como as coisas são cíclicas...

Hoje eu iria postar um texto da Míriam Leitão, publicado no jornal O Globo desse ano (2009), em que ela comentava que havia deixado de publicar um texto sobre sua ida ao Pantanal e sobre o voo do colhereiro (o texto se chama Visita das Águas) para falar de um escândalo político, mais um... Na época era o mensalão...


O texto falava, no fim, das ameaças que o Pantanal sofre sistematicamente e que ele era ameaçado por uma economia atrasada e que não respeita o seu valor.


Mas como eu posso falar disso após essa semana?

Semana que teve tantas mortes que chocaram o mundo.


Morte de uma jovem iraniana, Neda Soltan, que lutava pelo seu direito de ser cidadã, e que foi brutalmente assassinada para que se calasse...


Morte de um ícone de beleza: Farrah Faucet!

Que mulher, na faixa dos seus 35/45 anos, não sonhou ser uma das Panteras?

E Farrah foi A pantera!


E a morte do maior ícone da música Pop: Michael Jackson.

Um grande músico, um grande bailarino...

Quem não tentou fazer o Moonwak?

Quem não assistiu ao vídeo Thriller?


Quem não se chocou ao ver ele tentar se transformar em algo, que ninguém sabe exatamente o quê?


Acordei pesarosa, triste, e incapaz de transcrever o texto de Miriam Leitão.

Mas, como a vida – sim, a vida! – como a vida dá voltas...

Ao soltar Emma (minha filhote de 2 meses de labrador) como faço todos as manhãs, vejo, em meu jardim, 4 tucanos! Lindos, soberbos, mostrando que a VIDA continua e que é preciso lutar por ela.


Todas essas pessoas, todas essas mortes serão lembradas, assim como suas vidas!

Que essa jovem iraniana se torne ícone de sua luta: direito à cidadania.

Que Farrah Faucet, seja a eterna Pantera.

E que Michael Jackson seja lembrado pelas suas músicas...


E que esses tucanos não me façam esquecer que a vida continua, que a luta continua.

Hoje, por exemplo, será votada a MP da Amazônia e que espero que a posse de terras na Amazônia não seja regularizada para que tucanos, sabiás, onças, enfim, para que a natureza possa sempre me mostrar que a vida continua...


Daniela Sim

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Como as Pessoas em 1910 viam o ano 2000

A Biblioteca Nacional da França (BNF) tem uma impressionante coleção de gravuras feitas em 1910, que retratam o que seria a vida no ano de 2000.

Os bombeiros voariam…

Os sapatos teriam motor…

Os barbeiros seriam robôs…

Os carros voariam…

As mensagens seriam fonográficas…

Existiriam drive-in para “carros voadores”…

Os jornais seriam escutados ao invés de lidos…

Existiriam videoconferências…

Não existiriam funcionários nas obras, somente robôs…

Os alunos não usariam livros, eles iriam ouvi-los, de acordo com a vontade do professor(observe a animação do auxiliar)…

Fabricar roupas nunca seria tão fácil.



Abs, Adri

terça-feira, 23 de junho de 2009

Entusiasmo


Gente, que dificuldade para decidir o que colocar como 1º post da 30.com! Sou péssima para desenvolver idéias. Mas como menina persistente que sou... procurei... procurei... procurei.. e achei um texto bem legal. Fala sobre ENTUSIASMO.


Então, convido vocês a serem ENTUSIÁSTICOS, começando a ter ENTUSIASMO por vocês mesmos. Não importa o que aconteça, ou o que estar por vir. Comecem HOJE, AGORA, a agir entusiasticamente!


“A palavra entusiasmo vem do grego e significa ter um deus dentro de si. Os gregos eram politeístas, isto é, acreditavam em vários deuses. A pessoa entusiasmada era aquela que era possuída por um dos deuses e por causa disso poderia transformar a natureza e fazer as coisas acontecerem. Assim, se você fosse entusiasmado por Ceres (deusa da agricultura) você seria capaz de fazer acontecer a melhor colheita, e assim por diante. Segundo os gregos, só pessoas entusiasmadas eram capazes de vencer os desafios do Cotidiano. Era preciso, portanto, entusiasmar-se.


Assim, o entusiasmo é diferente do otimismo. Otimismo significa “eu acreditar que uma coisa vai dar certo”. Talvez até torcer para que ela dê certo. Muita gente confunde otimismo com entusiasmo. No mundo de hoje, na empresa de hoje, é preciso ser entusiasmado. A pessoa entusiasmada é aquela que acredita na sua capacidade de transformar as coisas, de fazer dar certo. Entusiasmada é a pessoa que acredita em si. Acredita nos outros. Acredita na força que as pessoas têm de transformar o mundo e a própria realidade.


E só há uma maneira de ser entusiasmado. É agir entusiasticamente! Se formos esperar ter as condições ideais primeiro, para depois nos entusiasmarmos, jamais nos entusiasmaremos com coisa alguma, pois sempre teremos razões para não nos entusiasmarmos. Não é o sucesso que traz o entusiasmo, é o entusiasmo que traz o sucesso. Conheço pessoas que ficam esperando as condições melhorarem, a vida melhorar, o sucesso chegar, para depois se entusiasmarem. A verdade é que jamais se entusiasmarão com coisa alguma. O entusiasmo é que traz a nova visão da vida.”


Como existia um Deus para cada coisa, pense no que falta para tua vida e, se necessário, coloque vários Deuses dentro de você!!!! Ou, vai mudando... Um dia Eros, outro Zeus, outro Dioniso...


(autor desconhecido)


Bjs

Adri